A Ferrari e os negócios

Julho 27th, 2010 de admin

Dizem que Fórmula 1 não é esporte, mas negócio. Se a gente pegar ao pé da letra, todos os esportes de massa atualmente são negócios, com cada lance, passe, gol, ponto valendo milhões e milhões de dólares. Toda esta fortuna, porém, é baseada em um mesmo pré-requisito: a paixão de quem torce.

Em primeira e última análise, é o torcedor, com sua dedicação, quem sustenta o esporte milionário. Isso, por vezes, provoca distorções como os astronômicos salários de algumas estrelas, os craques alçados à condição de deuses e aquela sensação de estar acima do bem e do mal (vide o caso Bruno).

É por tudo isso que o que ocorreu no GP da Alemanha, no último domingo, foi grave. O que a Ferrari fez - ao determinar a troca de posições entre seus pilotos - foi dar uma banana para os torcedores. O argumento velado é quanto vale investir na possibilidade de vencer o campeonato, e Fernando Alonso ainda tem (ou tinha) chance.

Neste caso, porém, a fonte desses bilionários recursos foi sonoramente ignorada pela mensagem no rádio de Felipe Massa. No autódromo alemão e nos milhões de lares de quem, pelo mundo, assistia pela TV, ficou a sensação de que a torcida não vale, é inútil diante das artimanhas para conseguir a vitória. Aí o esporte vira só negócio. Aí ele não merece torcida.

Uma pena!

Enviado em Júlio Delgado | Enviar por e-mail  | Hits para esta publicação: 10

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